ASA participa de Seminário Internacional sobre PAA

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Seminário Internacional PAA + Aquisição de Alimentos Foto: Divulgação

Os dez anos do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), do governo federal, foram marcados, nessa terça (04), pelo Seminário Internacional do PAA no Ano da Agricultura Familiar. Participaram do encontro, em Brasília, além de agricultores/as, comitivas de países latino-americanos e africanos, parceiros e representantes do governo e da sociedade civil, entre os quais, a Articulação Semiárido Brasileiro (ASA), que integra a comissão consultiva do comitê gestor do programa.

A ação da ASA foi enfatizada na fala da Ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), Tereza Campello, como exemplo de rede que tem feito um trabalho importante junto ao PAA no Semiárido. Para Mardônio Alves, representante da ASA na comissão consultiva, de fato, a relação da rede com o programa tem tido um impacto positivo para a região.

“Se a gente olhar para os últimos anos, foram fomentados muitos bancos de sementes via PAA e Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), nos municípios em que a Articulação atua. Também são vários os casos nas esferas estaduais e municipais de agricultores que conquistaram as tecnologias – como, por exemplo, uma cisterna-calçadão – e agora garantem renda com a venda de seus produtos por um preço justo, a partir da comercialização junto ao PAA”, avaliou Mardônio.

Já foram realizados, ao longo deste último ano, encontros estaduais para avaliar o PAA e estreitar os laços entre organizações de base e superintendências estaduais da Conab. “É uma política que vem dando certo, mas talvez a gente precise dar um salto qualitativo para avaliar os avanços e desafios para o futuro”, concluiu. 

Aquisição de Alimentos – De acordo com dados do MDS, desde 2003 já foram investidos mais de R$ 2 bilhões em ações do programa, que serviu de referência para ser replicado em países da África e da América Latina. Realizado em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), trabalha na perspectiva de fomentar a agricultura familiar, a partir da aquisição de alimentos por prefeituras e governos estaduais. Estes realizam a compra diretamente com os agricultores/as ou via associações e cooperativas, o que estimula a organização comunitária e fortalece as organizações da sociedade civil.

Produtores em transição agroecológica também são valorizados no programa, com incremento de 30% na comercialização de seus produtos, que variam desde hortaliças e frutas até produtos beneficiados, como polpas, sucos e doces.

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