Singularidades culturais e Acolhimento

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Agricultores/as participam de intercâmbio intermunicipal | Foto: Arquivo ISFA

Essas palavras tão bonitas e cheias de sentido têm sido os principais ingredientes das atividades de intercâmbio. Nas quais, temos o privilégio de saboreá-las, saciando nossa ânsia em conhecer o “novo” que o outro tem a nos ofertar. Cada atividade de intercâmbio é única, nega comparações, na medida em que, cada uma se apresenta como oportunidade singular para se conhecer e (com) partilhar experiências diversas.

A segunda atividade de intercâmbio intermunicipal realizada pelo ISFA, projeto P1+2/Petrobrás, no município de Poções/BA nos dias 30 e 31 de outubro de 2013, se caracterizou como a oportunidade de saborearmos o acolhimento e a diversidade cultural das comunidades rurais de Lagoa do João e Craúno, misturadas ao saber dos visitantes, que vieram de suas comunidades trazendo nos olhos, nas falas e no coração suas realidades de vida e o desejo dos mesmos de abarcar e abraçar o novo, o “diferente”.
 
Abraço apertado, prosa “cumprida”, capoeira, danças, músicas, orações e artesanato fazem parte da cultura de Lagoa do João, comunidade quilombola que tivemos o privilégio de conhecer e que nos acolheu de forma espontânea e feliz. Foi um momento único, em que os agricultores se misturaram e se conheceram, trocando experiências.

Na comunidade de Craúno, as famílias abriram suas portas com sorriso insistente, já prenunciando as mudanças positivas que as tecnologias para o semiárido vêm favorecendo suas vidas. Mudanças essas, que puderam ser confirmadas nos quintais dessas famílias, através do cultivo significativo de hortaliças, que servem tanto para subsistência, quanto para comercialização; agregando valor ao trabalho, contribuindo no orçamento da família, e colaborando para a promoção da dignidade dessas pessoas. Que também vem desenvolvendo um trabalho laboral com artesanato. Elas sabem que no trabalho que existe união e partilha, as conquistas são mais certas.

São essas experiências, somadas, que nutrem cada atividade de intercâmbio. Que alimenta a sede de saber dos participantes; que motiva os protagonistas dessas histórias – os agricultores e as agricultoras, a continuarem perseverantes na luta por uma vida melhor. E que impulsiona cada um de nós a trabalharmos na ação conjunta com a ASA pela construção de pilares que sustentem uma vida mais digna no semiárido, suscitando o respeito pelo pelos homens e mulheres que nele habitam.

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