Livro de sindicalista rural indicada ao Nobel da Paz é lançado neste sábado

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Arte da capa do livro

‘Lutando e Lutando’, livro de Vanete Almeida, feminista pernambucana e educadora popular rural, que foi indicada ao Nobel da Paz em 2005, será lançado no próximo sábado, às 9h, no auditório da Câmara Municipal de Vereadores de Serra Talhada, no Sertão de Pernambuco. As 64 páginas evidenciam mensagens importantes sobre saúde, vida, limites e, acima de tudo, busca desmistificar o câncer, doença contra a qual lutava quando escreveu a obra. A intenção da publicação era deixar uma mensagem de perseverança e luta para as mulheres rurais. Vanete faleceu em setembro de 2012.

Vanete organizou vários livros, dentre eles, “Uma história muito linda”, (2007), “Riacho Olho D'Agua (2007)” e “Uma história de mulheres” (2004). Inspirou o livro “Ser Mulher num Mundo de Homens”, escrito por Cornélia Parisius. Ela também é uma das personagens do vídeo “A coragem de ser” e do documentário “Eu maior” (clique aqui para assistir à entrevista dela no documentário), que também tem a participação da ex-senadora Marina Silva, do físico Marcelo Gleiser, da Monja Coen. O documentário está em cartaz, no cinema do Shopping Rio Mar, no Recife.

‘Mulher negra e sertaneja’, como costumava se definir, Vanete Almeida nasceu no município de Custódia, mas vivia na comunidade de Jatiúca, distrito de Santa Cruz da Baixa Verde, no Semiárido pernambucano. Pela incansável atuação e pelo modo simples e agradável de lidar com a vida e com as outras pessoas, tornou-se uma feminista de referência na luta das trabalhadoras rurais da América Latina e do Caribe.

Ao perceber a ausência das agricultoras no Movimento Sindical de Trabalhadores Rurais, Vanete iniciou o trabalho com mulheres no início da década de 1980, no sertão Central de Pernambuco.  Ao longo da história, a mulher negra e sertaneja contribuiu para a criação de diferentes espaços de organização politica das mulheres rurais no Brasil. Além disso, se tornou uma das primeiras vozes na defesa dos direitos e autonomia das mulheres rurais no País.

Foi uma das fundadoras da Rede de Mulheres Rurais da América Latina e do Caribe (Rede Lac), que representa 25 mil mulheres trabalhadoras de 23 países. Também foi uma das fundadoras do Centro de Educação Comunitária Rural (Cecor), que presidiu de 2009 a 2012, ano da sua morte. Assessorou a Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de Pernambuco (Fetape) e integrou o Conselho Nacional de Políticas para Mulheres de 1996 a 2003.

Homenagens – Entre as muitas homenagens que recebeu, Vanete Almeida foi agraciada  como o prêmio Cláudia em 2002. Em 2005, foi indicada pela ONG suíça Mulheres pela Paz ao Redor do Mundo ao Prêmio Nobel. No ano de 2009, ganhou o prêmio TRIP Transformadores.

Quem não participar do lançamento pode comprar a obra, solicitando pelo e-mail comunicação@cecor.org.br. Além do valor do livro (R$10,00), será embutida a taxa dos correios. O livro também está à venda na sede do Cecor, na rua Comandante Superior, nº 1.349, Centro, Serra Talhada. 

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