Sociedade civil reivindica do governo ações e políticas voltadas para a situação da seca

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O Nordeste Brasileiro vive umas das maiores secas dos últimos 60 anos. A forte estiagem que atinge mais de 242 municípios baianos, um total aproximado de três milhões de habitantes, já acumula grandes prejuízos na agricultura, na pecuária, no comércio, na saúde pública e no social. Para reivindicar do governo ações estruturantes, a sociedade civil realizou ontem (08), um manifesto do Território do Sisal, em Serrinha (BA), em frente ao Armazém da Agricultura Familiar.

Dentre as principais reivindicações destacam-se o atendimento imediato do aumento do número de carros pipas para a distribuição de água nas propriedades; limpeza, recuperação e ampliação das aguadas; desburocratização do acesso ao crédito emergencial do Pronaf; aumento e agilidade na distribuição de milho feita pela Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB) e também ações estruturantes que permitam a convivência com o Semiárido.

De acordo com a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado da Bahia (FAEB), os prejuízos na produção leiteira são de 1,5 milhão de litros/dia. Nesta mesma situação encontra-se 55% da produção de café, 90% da de cebola, 80% da de sorgo (grão aproveitado na ração animal), 50% da de milho, e 70% da de sisal. Mais de 600 mil famílias que vivem no Território do Sisal compartilham dessa mesma situação, que por falta de medidas e políticas públicas a cada dia só se agrava. Dessa forma, a sociedade civil está se mobilizando para reivindicar do Governo medidas e ações estruturantes para amenizar essa situação.

Os manifestantes solicitam também a recuperação e construção de fontes de água, assistência técnica e extensão rural continuada, o melhoramento genético dos rebanhos e também a organização e fortalecimento da produção e comercialização dos produtos da agricultura familiar. A mobilização busca além de tudo a atenção do governo e representações políticas para a situação da estiagem e o olhar sobre a necessidade de políticas públicas voltadas para as pessoas do Semiárido.

Vários municípios da região participaram do encontro. Na ocasião, foram apresentadas faixas e panfletos informativos para sensibilizar a sociedade.
 

 

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