Comissões municipais participam de oficina sobre o P1+2

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Participantes ganharam certificado. Foto: Valdir Vieira 

O Centro de Educação Comunitária Rural (CECOR) promoveu uma Oficina com as Comissões Municipais do Programa Uma Terra e Duas Águas (P1+2) de quatro municípios pernambucanos. As atividades aconteceram no final do mês de julho, na sede do CECOR, em Serra Talhada (PE), e serviram para apresentação e diálogo sobre a dinâmica do P1+2, Programa da Articulação no Semi-Árido Brasileiro (ASA). Cerca de 20 representantes de Carnaubeira da Penha, Custódia, Itacuruba e Parnamirim participaram do encontro.
 
A proposta do P1+2 é garantir a independência alimentar das famílias agricultoras e a construção de tecnologias sociais, a partir de práticas agrícolas que não agridam o solo, como o sistema agroflorestal, por exemplo. “Os agricultores e as agricultoras devem estar abertos para essa nova maneira de plantar, promovendo mais qualidade de vida, autonomia e empoderamento das famílias, seja com o armazenamento da água, seja na produção agrícola”, explicou Valdir Vieira, coordenador do P1+2 pelo CECOR.

A oficina foi realizada a partir de três questões temáticas: “Qual o sentimento de fazer parte da rede ASA?”, “O que podemos fazer para fortalecer a ASA no nosso município?” e “Qual a expectativa em ampliar o P1+2 no município?”. Os participantes fizeram ainda apresentações de experiências comunitárias nos municípios.  

A agricultora Maria do Socorro Neto, representante da Associação de Agricultores da Fazenda Dourado, na Comissão Municipal de Parnamirim, demonstrou entusiasmo com a realização do Programa: “O que mais me chamou a atenção foi saber que não é só a chegada de uma tecnologia social, mas a mudança de vida das famílias com a introdução e o incentivo da produção agroecológica. Esta, sim, é uma grande iniciativa, com um resultado positivo, modificando o jeito de fazer a agricultura, sem desmatar e agredir o meio ambiente”.

O papel das Comissões Municipais do P1+2 é identificar famílias para o trabalho agroecológico e sustentável, utilizando as tecnologias sociais de convivência com o Semiárido para produção de alimentos. Cada comissão acompanha as etapas de execução do P1+2, junto com as famílias e os técnicos do programa, desde a seleção até o momento da entrega da tecnologia. No final da oficina, cada pessoa recebeu um certificado de participação.

PRODUÇÃO DE MUDAS – A comunidade de Dourado, onde vive Dona Socorro, destaca-se também por participar do projeto Riachos do Velho Chico, que atua na produção de mudas através da implantação de viveiros, com os moradores.

De acordo com Dona Socorro, a comunidade já vislumbra uma parceria com o P1+2 para ampliar os viveiros e a produção de mudas: “Queremos aumentar essa produção e fortalecer esse trabalho com os agricultores. É um prazer grande que sinto replantar nossa mata nativa, assim estaremos resguardando também as futuras gerações”.

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