Agricultor fica maravilhado com a chegada do P1+2 e afirma que ama roça

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Seu Egídio participou de um GAPA em junho deste ano | Foto: Jucilene Silva

Residente na Comunidade Tanque Velho, localizada há dois quilômetros do município de Tanque do Piauí, o agricultor Egídio Rocha trabalha com a preservação de nascentes, onde são cultivadas fruteiras e hortaliças, utilizando a água de três nascentes próximas à área do cultivo. O agricultor fez a instalação de mangueiras a um reservatório, que aproveita a gravidade  para distribuir água para as plantas.
 
No começo, tudo foi planejado, estudado e pensado por ele próprio, sem ajuda nem incentivo de ninguém. Mas foi a partir do curso sobre Gestão de Água para Produção de Alimentos (GAPA), realizado nos dias 13 e 14 de junho, que a história do seu Egídio ficou bastante conhecida. Foi exatamente a partir daquele dia, que muitas pessoas conheceram um trabalho feito com amor, simplicidade, dedicação e muita força de vontade.
Para seu Egídio Rocha, a chegada do Programa Uma Terra e Duas Águas (P1+2) é uma vitória, um sonho realizado. “Eu não esperava ser contemplado com o programa [P1+2], devido já ter uma cisterna [do P1MC]. Estou muito feliz com a cisterna que vai chegar porque ela é própria para a produção e eu vou investir muito nisso. Quando vocês chegarem aqui, vocês vão ver a beleza do meu plantio”, afirma seu Egídio.

De lá para cá, muitas coisas aconteceram. O agricultor ganhou um kit de irrigação, por meio da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa Meio-Norte) e uma caixa d’água de mil litros, doada pelo prefeito de Tanque do Piauí. Muito contente pela divulgação do seu trabalho, Egídio Rocha, agradeceu a Escola de Formação Paulo de Tarso (EFPT) pelas tecnologias sociais desenvolvidas no município e afirmou que o trabalho agora estava mais fácil e prazeroso.

O agricultor utiliza a gravidade para armazenar água | Foto: Jucilene Silva

“Eu sempre gostei de trabalhar na roça, aliás, eu amo trabalhar na roça. Gosto de cuidar das minhas plantas, hortaliças, fruteiras e da minha terra que eu conquistei com muito trabalho. Agora o trabalho tá moleza pra mim, porque eu só preciso ligar dois registros, que água irriga todas as minhas plantas de uma vez só. Estou feliz, espero cada ver mais poder preservar as minhas nascentes e investir mais para que eu possa ter uma alimentação de qualidade e no futuro gerar uma boa renda para a minha família”, disse.

Participante do P1+2, o agricultor Egídio Rocha, recebeu, assim como os demais agricultores a tecnologia da cisterna-calçadão, que capta a água de chuva por meio de um calçadão de cimento de 200 m², construído sobre o solo. Com essa área do calçadão, 300 mm de chuva são suficientes para encher a cisterna, que tem capacidade para 52 mil litros.

O calçadão pode ser usado ainda para a secagem de alguns grãos como feijão e milho, raspa de mandioca, entre outros. A água captada é utilizada para irrigar quintais produtivos, plantar fruteiras, hortaliças e plantas medicinais, e para criação de animais.

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