Manejo da Caatinga é uma das experiências de destaque da região do Cariri

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 Agricultores/as visitam Seu Djalma e Dona Rosemery. | Foto: Simone Benevides

Sertão do Cariri Paraibano. É na comunidade Pascácio, no município de Gurjão, que a família de Seu Djalma e Dona Rosemery vive há mais de 20 anos. “Quando eu cheguei aqui, eu disse: ‘essa terra não dá pra criar nada, não. Era só carvoeira. Passei muito tempo tirando o carvão. É por essas coisas que o povo diz que o Cariri não presta, mas presta, sim. É só não destruir. Isso era um deserto, hoje está coberto de mata nativa.”, afirmou o agricultor, apresentando o lugar onde mora e revelando as lições aprendidas.

Essa foi uma das três experiências de manejo agroflorestal visitadas na terça-feira (29), integrando o 3º Encontro Nacional de Agricultoras e Agricultores Experimentadores, que acontece até a próxima quinta-feira (31), em Campina Grande (PB). Ao todo, foram 12 visitas nas regiões do Polo da Borborema, Cariri e Curamataú, divididas entre os temas Manejo Agroflorestal, Sementes, Criatórios e Quintais Produtivos.

O Cariri é uma das regiões da Paraíba que mais sentiu as consequências da estiagem prolongada – em 2012, choveu menos de 50 milímetros de água –, mesmo assim, as agricultoras e os agricultores familiares têm demonstrado que é possível buscar alternativas de convivência com o Semiárido, a partir do manejo da caatinga.

Para o agricultor Sebastião Damasceno, de Santana de Ipanema, em Alagoas, a visita propiciou um momento de trocas: “Seu Djalma é um guardião da biodiversidade, um filho que respeita a mãe natureza quando ela diz sim e quando ela diz não”, disse.

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