CASA promove encontro de Comissões do P1+2

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Encontro de comissões do P1+2 ocorreu nos dias 12 e 13 deste mês, em Caetité, na Bahia | Foto: Arquivo CASA

Nos últimos dias 12 e 13 de julho, o Centro de Agroecologia no Semiárido – CASA promoveu o Encontro de Comissões do Programa Uma Terra e Duas Águas (P1+2) no Centro Paroquial em Caetité – Ba. O encontro teve como objetivo discutir sobre as perspectivas do P1+2 apresentando um breve panorama das ações realizadas e do planejamento das atividades do Programa.

Na presente etapa, o Programa patrocinado pela Petrobras irá construir 277 tecnologias nos municípios baianos de Guanambi, Caetité e Riacho de Santana, sendo 140 cisternas-calçadão, 90 cisternas-enxurrada, 44 barreiros-trincheira e três barragens subterrâneas.

O coordenador José Coqueiro falou sobre a importância do P1+2 como uma política de fortalecimento da identidade do homem do campo na convivência com o Semiárido. “Eu sinto que o P1+2 tende a crescer e universalizar. Há chances e oportunidades para que isso aconteça”, completou Coqueiro.

A participação das comissões e de toda a equipe é fundamental para mobilizar as famílias nas capacitações e no acesso às tecnologias. Além disso, faz-se necessário a parceria entre associações, sindicatos, pastorais e demais entidades para fortalecer a dinâmica do P1+2 no intuito de efetivamente desenvolver o manejo sustentável da terra e da água para promoção da segurança e da soberania alimentar e nutricional.  Para Suzane Ladeia da Silva, coordenadora do P1+2 pela Cáritas em Caetité, a família precisa se apropriar das tecnologias para produzir. “Várias questões precisam ser analisadas, como é o caso da educação contextualizada, a permanência no campo, entre outros aspectos”, comentou.

O momento de capacitação das comissões municipais também foi marcado por debates sobre os impactos dos grandes projetos na região, visto a relevância em discutir os problemas ambientais e sociais que empresas de mineração, de produção de energia eólica provocam no contexto local. Nesse sentido, é importante refletir sobre essas questões, a fim de propor alternativas sustentáveis para o desenvolvimento no Semiárido.

As políticas de convivência com o Semiárido vêm sendo construídas através de lutas da ASA e das demais entidades responsáveis em defender o direito do trabalhador e da trabalhadora rural de ter uma vida digna no campo. Por isso, o momento de manifestações que o país vivencia, inclusive com representações das forças sindicais é propício para pensarmos numa sociedade mais justa em que o ser humano possa ter seus direitos assegurados.

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