Jovens participam de oficina para elaboração de gibi

O material vai abordar a convivência com o Semiárido
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Os participantes discutiram sobre convivência com o Semiárido e elaboração de gibi | Foto: Flávia Cavalcante

A agricultura familiar e camponesa do Semiárido vai ganhar mais um instrumento para dialogar sobre as oportunidades de desenvolvimento sustentável na região. Dois grupos de jovens criaram e apresentaram os elementos necessários para desenhar e colorir as boas experiências do campo. 

Uma parceria entre a ASA e as organizações Centro Sabiá e Cetra resultou na realização de duas oficinas para iniciar a elaboração do Gibi sobre Práticas de Convivência com o Semiárido. O material faz parte das atividades do Programa Uma Terra e Duas Águas (P1+2) e deve ser concluído e distribuído ainda este ano.  

As oficinas aconteceram nos dias 24 e 25 de maio, em Trairi (CE), e nos dias 27 e 28 de maio, em Caruaru (PE). Ao todo, 30 jovens puderam apresentar suas práticas e saberes sobre a convivência com o Semiárido, desenvolver atividades artísticas e discutir sobre os padrões mais adequados para a publicação do gibi.

“A metodologia utilizada vai oferecer subsídios para a realização deste gibi. Assim se tornou necessário que os participantes contassem suas experiências. Houve também uma preocupação da oficina ser participativa, onde todos pudessem propor e dinamizar a forma como eles gostariam de ver este material concluído”, explicou a comunicadora do Cetra, Flavia Cavalcante. 

Os processos criativos foram divididos em duas partes. Na primeira, os jovens ficaram livres para escolher uma linguagem para expressar a convivência com o Semiárido. Foram criados cordéis, encenações, vídeos e teatros de bonecos para representar diversas possibilidades de enredo para o gibi. 

Em outro momento criativo, os participantes elaboraram elementos para roteirização de histórias. Os temas envolveram a agroecologia, utilização de tecnologias sociais, armazenamento de água, alimentos e sementes, mobilização social e educação contextualizada.

Nas aberturas, encerramentos e intervalos, as oficinas contaram com dinâmicas coletivas | Foto: Luiz Carlos Mac-key

 

“Foi visível a empolgação e alegria dos jovens que participaram, sobretudo, pelo fato de saberem que foram protagonistas de um produto deste nível, que sem dúvida circulará mostrando experiências exitosas de convivência com o Semiárido que todos e todas conhecem muito bem no cotidiano”, destacou Janaína Ferraz, coordenadora de juventude do Centro Sabiá.

Os participantes refletiram também sobre a utilização do material nas comunidades, a importância didática da proposta e o processo de construção coletiva.  “Sempre li gibi, mas participar da construção de um foi muito satisfatório”, revelou a jovem agricultora Cícera de Jesus, que mora na área rural do município de Santa Cruz da Baixa Verde, em Pernambuco.

Além dos 30 jovens, a oficina contou com a participação do assessor de comunicação da ASA, Daniel Lamir, das assessoras técnicas do P1+2, Adelita Maia e Milena Argenta, da comunicadora do Cetra, Flávia Cavalcante, da coordenadora de juventude do Centro Sabiá, Janaína Ferraz, da comunicadora do Centro Sabiá, Nathália D’Emery,  e do artista Jonatas de Carvalho.  O Gibi sobre convivência com o Semiárido faz parte da parceria do P1+2 com o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS).

Definições – nos dois encontros foram apresentados alguns elementos em comum para a conclusão do gibi. Através da análise de outros exemplares de gibi, os grupos decidiram, por exemplo, que o conteúdo deve ser didático, humorístico e realista. Dentre os cuidados, o gibi deve evitar uma visão estereotipada e valorizar a diversidade dos povos do Semiárido. Outras questões dialogadas foram criação de personagens, capa, estrutura física, seções, cores, enredo, tipo de papel, letras, diálogos, traços e tamanho.

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