Histórias de convivência com o Semiárido são propagadas pelo Globo Rural

O casal Arenilson de Souza e Marinalva vive da agricultura familiar no sertão da Paraíba. Junto com Luiz Souza e Eliete, outro casal do Semiárido paraibano, eles foram destaque numa reportagem de mais de oito minutos exibida, no dia 24 do mês passado, para todo o país no programa Globo Rural. Numa época em que os meios de comunicação testemunham impossibilidades, morte e desalento, a história das duas famílias é uma prova de que as consequências trágicas da seca é um fenômeno político e social, não ambiental.
A reportagem assinada por Beatriz Castro mostra inúmeras inovações técnicas e de tecnologias sociais que, associados ao conhecimento dos sertanejos e sertanejas, driblam as restrições da estiagem de mais de dois anos que todo o Semiárido brasileiro passa. O segredo está no jeito integrado de manejar a terra, a água, a produção dos alimentos, a criação animal e os cuidados com a casa. Clique aqui para assistir à reportagem.
Em Sergipe, outra equipe do Globo Rural, foi a campo e mostrou para o Brasil como mais duas famílias agricultoras – uma chefiada por dona Maria Aparecida Graças, conhecida como Cida, e outra por seu Valmir de Araújo – experimentam soluções para driblar as dificuldades da falta de chuva. A reportagem de quase seis minutos foi ao ar no dia 18 de março passado.
“Felicidade existe aqui no Sertão”, assegura na matéria dona Cida com seus olhos brilhantes, testemunhando algo que parece não existir para quem está acostumado com as notícias trágicas anunciadas em escala bem maior do que estas boas novas. Para conferir a reportagem feita pela repórter Carla Suzane, clique aqui.
E no Ceará, estado mais afetado pela estiagem, outra equipe de reportagem também do Globo Rural anuncia a alegria de várias famílias do Semiárido que são contempladas com melhorias na infraestrutura hídrica de sua propriedade ou comunidade. As melhoras são garantidas com tecnologias sociais que armazenam água da chuva para produção de alimentos e criação animal.
A matéria mostra cisternas-calçadão e de enxurrada sendo construídas no terreno ao redor da casa e a expectativa dos donos quando a água estiver acumulada. Outra tecnologia que permite a extração da água do subsolo (lençol freático), a bomba d´água popular (BAP) instalada em poços, também foi mostrada como uma tecnologia que está garantindo água para o consumo de muitas comunidades. Assista a esta reportagem aqui.