Integrantes do Irpaa estudam proposta de ATER trabalhada pela entidade
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Entre os dias 25 e 27 o Centro de Formação D. José Rodrigues recebeu a equipe do Projeto de Assessoria Técnica e Extensão Rural – ATER, que está em fase inicial de atuação em seis municípios do Território Sertão do São Francisco. Executado pelo Irpaa, este serviço de ATER está vinculado ao Plano Brasil sem Miséria, do Ministério do Desenvolvimento Agrário – MDA, e vai beneficiar 2.500 famílias nesta primeira etapa.
Após ter passado por uma formação ministrada por representantes do MDA no final de fevereiro, a equipe pode agora conhecer melhor os fundamentos da proposta de Convivência com o Semiárido trabalhada pelo Irpaa, algumas metodologias apropriadas ao trabalho de campo e pode principalmente discutir o modelo de ATER adotado pela instituição, o qual se diferencia da ideia de assistência. “A antiga forma de assistência técnica se mostrou ineficiente, principalmente por não está voltada para qualificação do agricultor enquanto agricultor, mas apenas como utilizador de insumos industriais”, esclarece José Moacir, coordenador do Eixo Produção do Irpaa.
No entendimento da entidade, a metodologia de receitas prontas deve dá lugar a uma ação técnico-pedagógica baseada na agroecologia, envolvendo “não apenas o agricultor, mas toda a família, a comunidade onde mora e o município. Deixa de ser uma assistência e passa a ser uma assessoria”, argumenta Moacir.
Na programação, os conteúdos centrais ligados à terra, água, produção apropriada, educação contextualizada e comunicação foram abordados com o objetivo de proporcionar um entendimento inicial acerca da dimensão técnica e política presente no trabalho do Irpaa ao longo dos seus 22 anos de existência. As discussões buscam nortear a nova equipe no desafio de chegar a comunidades onde já existe um trabalho da entidade, bem como em outras onde se inicia agora. “Vamos trabalhar com a assessoria ligada diretamente ao setor produtivo da família, não esquecendo a questão social, com o princípio básico de fazer com que essa assessoria possa ajudar a ela não ser mais taxada de baixa renda”, explica Jucinei Martins que irá coordenar a equipe no município de Casa Nova.
Nesta formação, uma equipe de mais de 40 pessoas com diferentes formações, entre técnicos/as em agropecuária e zootecnia, administradores/as, agrônomos, assistentes sociais, educadores/as teve acesso a materiais usados pelo Irpaa, a exemplo de cartilhas, panos ilustrados e vídeos. Eles vivenciarem ainda o espaço de formação, onde prevalece a auto-gestão e a junção de diversas experiências de convivência com o Semiárido que podem ser compartilhadas com o público-alvo do projeto.