Entidades, estudantes e professores realizam ato público no Piauí pela água
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O evento reuniu pessoas de todas as idades para aletar sobre a água | Foto: Paula Andreas. |
Cerca de 500 pessoas participaram de um ato público na última sexta-feira (22), em Pedro II, no Piauí, para celebrar o Dia Mundial da Água. Entidades de várias cidades piauienses, estudantes e professores reuniram-se à margem do Açude Joana apresentando faixas e cartazes e cantando músicas sobre a importância da água.
O movimento teve início com um café, oferecido na orla do açude, e seguiu com caminhada pela avenida principal da cidade, chegando à Praça Domingos Mourão Filho. Na praça, foram apresentados stands e trabalhos sobre preservação das águas, confeccionados por alunos das escolas participantes. O evento contou também com uma mesa formada por autoridades de variados seguimentos.
O ato chamou atenção sobre a situação de estiagem que assola a região do semiárido, principalmente no Estado do Piauí, e para a qualidade, conservação e importância dos recursos hídricos. A fala inicial foi de Hortência Mendes, secretária regional da Cáritas Piauí, que representou o Fórum Piauiense de Convivência com o Semiárido, expondo posicionamentos sobre o problema da estiagem e políticas públicas voltadas para região semiárida. “Vemos a continuidade de um período de estiagem iniciado em 2012. Nossos agricultores perdem suas plantações. É uma situação triste que não dá mais para ficar só em discursos de combate à seca. É uma condição do nosso clima que sempre existirá. O que estimulamos é o aprendizado com esta convivência. E, para isso, é essencial o diálogo entre sociedade e governantes sobre o uso dos recursos financeiros”, pontuou. Sua fala foi seguida pela de Sônia Feitosa, meteorologista, que representou a Secretaria Estadual de meio Ambiente e Recursos Hídricos do Piauí, apresentando índices pluviométricos do Estado.
Outras autoridades da mesa fizeram uso da palavra, todos ressaltando a importância da reflexão e discussão sobre e preservação dos recursos hídricos, destacando o envolvimento de crianças e jovens no debate. Compondo a mesa, estavam ainda a prefeita da cidade, representantes religiosos e de associações e trabalhadores rurais da região.
O sindicalista Cristóvão Rodrigues, de Luzilândia, destacou que ações como essa são necessárias para não deixar a sociedade esquecer que a água, mesmo parecendo um bem em abundância, precisa ser conservada, pensando em consequências futuras. “É importante chamar atenção das autoridades para a preservação desse bem. É uma pena que atos como esse não aconteçam com maior frequência e também com maior envolvimento da sociedade e do poder público”, critica.
A agricultora Maria José, representando os produtores agrícolas da região, falou sobre a preocupação com a falta de chuva e destacou a importância das tecnologias sociais para amenizar a situação da seca. “Se temos a cisterna e chove, ela enche e sabemos que, ao menos, temos aquela água ali para nos manter. Antes eu não tinha cisterna e tinha que comprar água toda semana para viver, porque a gente sabe que água é vida. E se a pessoa não tem dinheiro? Como fica?”, questionou.
Caravanas de várias cidades do Piauí se deslocaram para comparecer ao evento, que também contou com a participação dos alunos das escolas Tomas Kemps, Tertuliano Brandão, Escolinha Asa Branca, Fundação Santa Ângela, Escola Angelina Mendes e Coesp. O evento foi organizado por entidades de Pedro II com o apoio do Fórum Piauiense de Convivência com o Semiárido.