Dioceses promovem seminário Diálogos sobre a Seca

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Na sexta-feira passada (14), foi realizado o seminário Diálogos sobre a Seca/Estiagem, no Buffet de Aparecida, em Arcoverde, município do Sertão pernambucano. Participaram do evento integrantes de diversas entidades: Associação Veneza Região – Pedra, CBRENII – Recife, Sindicato dos Trabalhadores Rurais, Associação Malhada Branca, CPT – Afogados da Ingazeira, Comunidade Varzinha dos Quilombolas, Assentamento Caldeirão, Cachoeira – Sertânia, CPT – Pajeú, Cáritas Regional NE 2, Associação do Sobrado, IPA – Caruaru, Diocese de Pesqueira e Associação de Moradores de Arcoverde.

Dentre os objetivos do seminário Diálogos sobre a Seca, estavam: refletir coletivamente sobre a seca como componente climático e a sua construção político-social; dialogar sobre as ações e políticas públicas: de combate x convivência, destacando os seus avanços e desafios e pensar estratégias de fortalecimento das ações e políticas para a convivência com a realidade semiárida, que promovam o bem viver.

O evento teve início com o acolhimento dos participantes, com a mística. Os participantes do seminário colocaram neste momento questões como a falta de sustentabilidade, falta de água, descaso com o uso da política pública, abandono do campo, carência e desigualdade, dificuldades com os animais e prejuízo nas comunidades rurais. “Existe política pública, mas para o social, ela não está existindo”, disse Valuzia Arcoverde, do Sindicato dos Trabalhadores Rurais.

Outros pontos tratados pelos participantes do evento foram as políticas públicas emergenciais, modelos prontos de políticas públicas, falha nas políticas participativas, enfraquecimento das mobilizações nos movimentos sociais, descaso com a natureza e falta de solidariedade. “A máquina do estado está pronta para atender as demandas, mas não as demandas desse público do homem do campo”, reforçou Sandreildo José, do CPT Pajeú.

O representante do SEAF/ Comitê da Estiagem, Reginaldo Alves, contextualizou a seca no país. “A água está mais distante das pessoas. Essa é uma realidade. O Estado precisa admitir que a máquina estatal não está preparada para enfrentar emergências”, disse Reginaldo Alves, ressaltando ainda o fortalecimento dos movimentos sociais nos últimos anos. “Temos várias famílias diferenciadas no contexto da estiagem, e são famílias monitoradas por movimentos sociais”, lembrou Reginaldo Alves.

Houve também um debate com o tema Um Novo olhar sobre a realidade semiárida, onde dialogaram representantes do Governo, representantes da ASA e representantes dos agricultores.
Um trabalho em grupo foi realizado entre os participantes, e logo após houve uma socialização dos pontos discutidos e avaliação do seminário.

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