Participantes da Plenária falam sobre convivência com o semiárido
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Durante a plenária do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, na manhã desta quarta-feira (27), a Articulação no Semi-árido Brasileiro (ASA) demonstrou sua visão sobre os desafios da convivência com o semiárido.
O sociólogo Antônio Gomes Barbosa, coordenador de programas da ASA, mostrou que existem registros de grandes secas no Brasil desde a chega dos portugueses. Ao todo foram 72 estiagens prolongadas em área que abrange 1.134 municípios, se estendendo desde o norte de Minas Gerais e do Espírito Santo até o interior do Piauí, do Ceará e do Rio Grande do Norte.
Segundo Barbosa, “cerca de 36 dias por ano dos povos do semiárido são gastos com a busca pela água e pelo trabalho de abastecimento. Trata-se de 1/10 do tempo de trabalho dessas pessoas, muito ligadas à criação de ovinos e à produção rural”.
A ASA trouxe ainda para a plenária o relato da agricultora Maria Joelma da Silva Pereira, moradora do sertão nordestino. Para ela, se não houvessem alternativas como as cisternas que a ASA dissemina e instala, talvez ela e sua família tivessem que vender tudo e experimentar o êxodo. “Gosto de viver no Nordeste. Quero viver lá, com minha família e meus filhos. Mas para isso, é necessário investir ainda mais. Significativamente mais”, completou.