Agricultura familiar ganha representação no Conselho de Segurança Alimentar da FAO
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Após processo de consulta, Alessandra Lunas, vice-presidente e secretária de Relações Internacionais da Confederação dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), também presidenta da Confederação de Organizações de Produtores Familiares do Mercosul Ampliado (Coprofam), agora compõe o Conselho Mundial de Segurança Alimentar (CSA), da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO).
Há tempos a sociedade civil reivindicava presença no CSA. Em outubro de 2010, durante a 36ª reunião em Roma, foi acatado que a sociedade civil também tivesse representação no conselho, que está sendo oficialmente formalizada neste mês.
A representação tem apenas direito a voz e não a voto. Para Alessandra Lunas, a representação pela subregião do Cone Sul já representa uma conquista fundamental, pois segundo a dirigente explica, “o CSA é um conselho que reúne representação de governos de 192 países em nível mundial”.
Segundo Lunas, o espaço será utilizado para o debate direto com os governos no sentido de “construir uma agenda de superação da fome, a partir de investimentos em políticas públicas para agricultura familiar como uma das principais estratégias de combate à fome no mundo”, considera.
Junto com Alessandra Lunas, também representam a América Central-Sul, Francisco Guerreiro, da Associação dos Trabalhadores do Campo (ATC), pela América Central e subregião do Caribe, e também David Erminsu Iván Pabón, do Instituto Campesino Maior (Maela, pela subregião Andina).
Para finalizar, a presidenta da Coprofam assegurou que o espaço no conselho será utilizado para o fortalecimento da agricultura familiar enquanto protagonista da produção de alimentos que casa diretamente com a pauta de erradicação da fome no mundo e da segurança e soberania alimentar.