Curso de SISMA: um novo olhar sobre as práticas dos agricultores

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“Ninguém ignora tudo. Ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa. Todos nós ignoramos alguma coisa. Por isso aprendemos sempre”.
Paulo Freire

Agricultores/as participam de curso de SISMA no município de Caetité, na Bahia. | Foto: Arquivo CASA

É com esse sentimento de troca de experiências que iniciamos mais um curso de Capacitação sobre Manejo de Sistemas Simplificados de Água para Produção (SISMA), realizado na comunidade de Tamboril no município de Caetité-Ba. A capacitação que aconteceu entre os dias 30 de setembro e 02 de outubro foi marcada pela presença do tecnólogo em Agroecologia Melquisedeque Brandão e do agricultor Mark Luiz Magalhães que compartilharam saberes importantes sobre técnicas agroecológicas.

  Inicialmente, os agricultores refletiram sobre a importância de aprender a conviver com o Semiárido, visando o melhor aproveitamento da terra e dos recursos que esta dispõe, além do armazenamento de água que é algo fundamental quando se pensa em convivência com a região Semiárida.  “O bem mais precioso é a terra, se não cuidarmos da terra não teremos como produzir,” afirma Melquisedeque.

 Essas palavras atribuíram um significado diferente às praticas das famílias que começaram a entender que através de técnicas simples é possível produzir de maneira sustentável, como é o caso das práticas vivenciadas com a construção do canteiro econômico, do preparo da compostagem e do biogel.
 Todas essas práticas foram essenciais para as famílias, uma vez que propiciou aprendizagens significativas. “Vivenciei novas experiências, a gente produzia de outro jeito, muitas vezes sem questionar se estava certo ou errado. É importante aprender a conviver com o Semiárido e levar as experiências boas pra outras pessoas”, conclui a agricultora Thaisa, que também é alfabetizadora do TOPA.

Com a chegada das cisternas na região, Maria Aparecida afirma que “a expectativa é que as famílias possam melhorar de vida, gerar renda pra comunidade; além de não precisar gastar com verduras não vamos precisar consumir alimentos com agrotóxicos, vai ser bom pra saúde e pro nosso bolso, comentou a agente comunitária.

Através das reflexões feitas durante o curso de SISMA, fica explícito a relevância desses momentos de formação, uma vez que a teoria se concretiza na prática e os agricultores podem utilizar os próprios produtos existentes na propriedade para produzir com qualidade, além de compartilhar saberes fundamentais para a construção de um Semiárido mais digno.

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