A comunicação como direito é expressa de formas distintas
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A comunicação como direito está presente em muitas facetas: na TV, no rádio, na feira, na igreja e expressa nos gestos, palavras, movimento, instrumentos, entre outros. Esta foi a discussão central da oficina de comunicação, uma das atividades do II Encontro Estadual de Agricultores/as Experimentadores/as, que aconteceu nos dias 25 a 27 de setembro, em Tianguá, na Serra da Ibiapaba.
O Vídeo Tapuya Cariri, produzido por um grupo de jovens com apoio da Cáritas Regional Ceará foi apresentado logo no início da oficina e remeteu à luta pelo acesso à terra e à vida como um todo, compartilhada na visita de intercâmbio, realizada na Aldeia Gameleira, da comunidade Tapuya Cariri, em São Benedito, na tarde do dia anterior (26).
O Índio Luiz, que na ocasião representava a tribo, trouxe como memória a história de vida de seu povo. E, entre tantas manifestações, o canto e a dança foram apresentados como instrumentos de luta, vistos pelos/as participantes como formas de comunicação. “Tudo o que a gente vai fazer a gente começa com um ritual. A dança traz energia e sintonia”, disse Luís.
A partir das colocações relacionadas às distintas formas de se comunicar, o grupo que participava da oficina foi incitado a produzir instrumentais que representassem o debate durante a atividade.
Confira cordel produzido durante a oficina:
Um só coração
Agora vou falar da viagem para lá
De Tianguá a Tapuya a aldeia indígena vou apresentar
É povo lutador que não deixa desanimar
Luís é o cacique, Pedro é o pajé
Na aldeia podemos entrar
Com o vice-cacique Neguinho a nos guiar
O ritual é armado e o toré é dançado
Pedindo aos deuses que não deixe lhes parar
Com fé, luz e luta o Tupã a cultuar
Em uma pajelança algo aconteceu
Um espírito iluminado apareceu
Para Luís falou: desde nós a luta já tinha só continuou
A terra era sua mas o branco a tomou
A prosa tá boa mas vamos finalizar:
Levando a perseverança da gente do lugar
Sem arrodeio vou te contar
Os nossos agradecimentos a comunidade Tapuya