Encontro Comunitário Municipal discute novos caminhos para o Semiárido que queremos construir
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A Associação Comunitária da Escola Família Agrícola de Correntina e Arredores (Acefarca) na Bahia, realizou no último dia 20 de setembro, no município de Santana-Bahia, o Encontro Comunitário Municipal, uma das atividades da Articulação Semiárido Brasileiro, executada por meio do Programa Uma Terra e Duas Águas.
O Encontro contou com a participação de 50 agricultores/agricultoras e membros das Comissões Municipais dos municípios de Brejolândia, Serra Dourada, Santana e São Félix do Coribe. As famílias agricultoras envolvidas no encontro conquistaram tecnologias sociais do P1+2 implementadas em suas comunidades no decorrer do ano de 2013.
Emanados de entusiasmo para o aprendizado e troca de experiências, os participantes puderam socializar o conhecimento e adquirir tantos outros que foram abordados com alguns dos temas como: conjuntura do Semiárido, Secas no Nordeste, Uso de agrotóxicos, Alternativas de convivência com o Semiárido, Aproveitamento de água, Criação de animais de pequeno porte, Tecnologias sociais da ASA, Produção agroecológica.
Além da equipe técnica da Acefarca que acompanhou e facilitou a discussão dos temas abordados, o Encontro Comunitário contou também com a contribuição de Jorge Vagner de Oliveira, zootecnista e professor na Escola Família Agrícola de Santana, que de forma sucinta fez uma análise da conjuntura do Semiárido e das últimas secas que vem acontecendo no Nordeste.
Em um outro momento, os participantes puderam se organizar em grupos para discutirem e colocarem suas impressões sobre o questionamento: Que Semiárido queremos construir? Alguns dos desejos foram destacados pelos agricultores e agricultoras como essenciais para a construção de um Semiárido onde as famílias possam viver com maior qualidade de vida.
Os principais pontos destacados foram: produção agroecológica, diversidade na produção, eliminação de agrotóxicos nas propriedades, manejo adequado da água, preservação do meio ambiente, segurança alimentar e nutricional e tantas outras questões abordadas que vem a cada dia pautando a necessidade do homem e da mulher do campo em sobrevir, conviver, experimentar, produzir e transformar o semiárido em um espaço onde o sertanejo tenha subsídios para viver com dignidade.