Intercâmbio intensifica a troca de conhecimentos entre agricultores/as

Compartilhe!

Intercâmbio aconteceu no Sertão do Araripe, em Pernambuco | Foto: Jucilene Silva

A Escola de Formação Paulo de Tarso (EFPT), em parceria com o Centro de Habilitação e Apoio ao Pequeno Agricultor do Araripe (CHAPADA), realizou, no período de 30 a 1º de setembro, um intercâmbio interestadual de experiências de agricultores/as, na cidade de Araripina – PE.

No primeiro dia, os participantes visitaram uma feira agroecológica, concretizada pelos agricultores/as que foram beneficiados pelo Programa Uma Terra e Duas Águas (P1+2). Na oportunidade, o grupo aproveitou o momento, para conversar com os donos das barracas, com o intuito de saber um pouco mais da história de vivência e resistência no sertão do Araripe.

No segundo dia, mais uma linda história de experiência no Semiárido. Dessa vez, o grupo conheceu a experiência de dona Maria Viana, mulher guerreira e batalhadora, que, em meio a seca e com pouca água, nunca desistiu de lutar por dias melhores e por uma alimentação saudável para sua família. Ela tem um quintal produtivo que garante a segurança alimentar de toda família e ainda comercializa na comunidade, embora ainda alguns achem que isso é perca de tempo.

“Eu cuido do meu quintal, participo de reuniões, encontros e intercâmbios em busca de conhecimento. As pessoas da minha comunidade acham que estou perdendo tempo, mas na verdade eu estou é ganhando tempo”, pontuou a agricultora.

No terceiro dia, o grupo prosseguiu viagem para conhecerem a construção de algumas tecnologias de convivência com o Semiárido, como o barreiro trincheira, cisterna-calçadão, cisterna-enxurrada e  Bomba D'Água Popular, além de visita a uma casa de polpas de frutas, organizada e desenvolvida por seis famílias agricultoras da Associação de Pequenos Produtores Rurais da Serra da Baixa I, no município de Ipubi – PE.

O intercâmbio teve o objetivo de socializar experiências entre os agricultores/as para aperfeiçoar a prática da agricultura familiar, onde a troca de conhecimento e saberes facilitam o acesso a práticas populares, simples e inovadoras que favorecem a convivência no Semiárido.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *