Entidades piauienses constroem plano de ação para o fortalecimento das Sementes da Fartura

A Comissão Gestora de Sementes da Fartura se reuniu para elaborar estratégias para fortalecer as ações de resgate e preservação das espécies
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Grupo vai retomar movimento pelas sementes da fartura | Foto: Neto Santos

Entidades do Fórum Piauiense de Convivência com o Semiárido (FPCSA) estiveram reunidas na manhã desta segunda-feira (08) para elaborar o plano de ação para a mobilização, preservação, resgate e multiplicação das sementes nativas, batizadas de Sementes da Fartura no estado. O evento aconteceu na cidade de Pedro II e contou com a participação de seis das sete entidades que formam o FPCSA.

Concretizando de forma sistematizada algumas importantes atividades já desenvolvidas no fortalecimento das Sementes da Fartura, o FPCSA traçou metas para abranger o trabalho de resgate e preservação das sementes nas comunidades rurais de todo Piauí. Durante a análise da linha do tempo, o grupo constou que nos anos 1980 e 1990 o Estado teve um grande movimento para a preservação das sementes, com os chamados PACS, Projeto de Apoio a Conservação das Sementes. Desta forma, o FPCSA reforçou que o trabalho do momento é principalmente de resgate e fortalecimento deste movimento passado.

Carlos Humberto Campos, coordenador do FPCA, explica que atualmente o Piauí já tem um trabalho iniciado em sistematização, coleta e monitoramento de regiões com potencial para a criação de casas e grupos de guardiões e guardiãs das sementes, mas a idéia é abranger para outras localidades com o objetivo de fortalecer essa ação.  “Para uma maior abrangência, será necessário construir um movimento interligado entre as entidades que formam o Fórum para que pontos estratégicos sejam trabalhados e assim garantam maior eficiência e resultados concretos em períodos programados”, explica Carlos Humberto.

Debatido e avaliado os pontos de partida e as metas a serem alcançadas, as entidades decidiram realizar um cronograma de ações que vai desde a sistematização e monitoramento da semente, através de questionários, a exemplo do que vem fazendo o Centro Regional de Assessoria e Capacitação (CERAC), até a realização de eventos como o Encontro Estadual e Festival da Semente, para a mobilização, o debate coletivo, o incentivo e a criação das casas de sementes no Estado. Na parte metodológica e registro histórico, ficou acertada também a criação de uma cartilha que será distribuída nas áreas de atuação da ASA Piauí.
      
Entre os pontos já concretizados, destacam-se a criação da comissão municipal na cidade de Pedro II, formada por entidades que trabalham com agricultores e agricultoras; o plano para a construção de três casas de sementes na região norte do Piauí, com previsão de conclusão para agosto próximo; a construção de uma casa estadual, a ser chamada de PAIOL. Outras casas devem entrar no plano de ação nos próximos meses e construídas no sul do Estado.

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