Situação de emergência preocupa moradores de Potiretama, no Ceará

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Na tarde do último dia 18, moradores das comunidades de Caatingueirinha, Baixinha, Bom Futuro, Sítio Mão Direita, Sítio Serrote do Mato e Baixa do Jatobá, do município de Potiretama, estiveram reunidos com representantes da Cáritas Diocesana de Limoeiro do Norte e do Sindicato dos Trabalhadores(as) Rurais de Potiretama (STTR) para discutir a situação de emergência que vivem essas comunidades por falta de água.

Com a média pluviométrica, que segundo os moradores foi de apenas 360 mm, não houve condições necessárias para a garantia do acúmulo de água para beber nas mais de 1.250 cisternas de placas construídas no município, bem como não houve acúmulo de água para produção de alimentos, sejam os alimentos produzidos a partir da quadra invernosa, seja os alimentos produzidos nas experiências dos quintais produtivos que contam com 47 cisternas calçadão com a finalidade de garantir a continuidade da produção da agricultura familiar.

Vale ressaltar que hoje as famílias de agricultores/as dessas experiências estão articuladas em rede garantindo uma sistemática de Feiras da Agricultura Familiar e Economia Solidária mensalmente no município, bem como estão fornecendo esses alimentos para a merenda escolar (PNAE). 

Os moradores e moradoras afirmam que a defesa civil está disponibilizando água, porém não está sendo suficiente para suprir as necessidades das famílias. Na comunidade de Mão Direita onde choveu um pouco mais somente uma família ainda conta com água de beber captada da chuva. Os moradores contam que muitas famílias já estão comprando água a uma média R$ 60,00. Outras famílias estão à procura de outros estados em busca de trabalho e alimento.

“As famílias do ‘Sítio Serrote do Mato’ não têm mais alternativas”, conta a agricultora Célia, entristecida com a situação que vive as comunidades. E mais tristes ficam os moradores/as quando em oportunidade durante as comemorações da semana do município, o prefeito de Potiretama, Chico Adelmo, pronunciou em alto e bom tom que a cidade está maravilhosa. Na oportunidade estava presente o vice-governador Domingos Filho, além dos deputados Marcos Cals e Zezinho Albuquerque. Indignados e revoltados com a situação os moradores reivindicam que:
 
1. Seja declarado com urgência estado de calamidade pública no município;

2. Que a Secretaria de Agricultura do Estado e a Prefeitura garantam o abastecimento de água para a produção de alimentos nas cisternas de calçadão com a finalidade de garantir a segurança alimentar junto às famílias beneficiadas pelo P1+2;

3. Que os poderes públicos, municipal e federal, se organizem de forma a garantir o abastecimento necessário, aumentando o número de carros pipas, as cisternas cadastradas e os tickets de distribuição para abastecer as famílias com água de beber;

4. Seja feita com urgência o pagamento da última parcela, além de aditivo de mais seis parcelas no programa seguro safra;

5. Seja efetivado um auxílio às famílias que não estão enquadradas no programa seguro safra.

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