Comissões municipais da Paraíba participam de capacitação
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Procurando agilizar as ações e dar encaminhamentos ao novo termo de parceria firmado entre a Articulação do Semi-Árido (ASA) e Fundação Banco do Brasil (FBB) para a construção de cisternas de placas, a Associação dos Apicultores do Sertão Paraibano (ASPA) e o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Aparecida (STRA) realizaram, entre os dias 4 e 5 deste mês, a primeira capacitação com as comissões municipais. Essas são duas das entidades que vão gerir as ações do programa na Paraíba.
O evento aconteceu na sede da Associação do Assentamento Acauã e contou com a presença de vários animadores sociais dos municípios de Aguiar, Brejo do Cruz, Brejo dos Santos, Condado, Catolé do Rocha, Coremas, São José do Brejo do Cruz, Ibiara, Jericó e São Francisco.
Os organizadores fizeram uma análise de conjuntura da atual fase política e debateram sobre a falta de chuvas que se estende por quase todo estado, atingindo muitos agricultores e agricultoras, comunidades e mais gravemente os animais.
No entanto, mesmo diante dessa circunstância, muitos participantes destacaram de forma positiva a nova maneira de como esse fenômeno da seca está sendo tratado nos dias de hoje. Através dos programas sociais de convivência com a seca e a construção de alternativas de captação de chuvas, tem-se conseguido mudar a realidade da dessedentação das famílias do campo, que antes eram submetidas a frentes de serviços em troca de alimento e água.
A capacitação se enveredou por vários eixos, um delas sobre o papel da comissão municipal. Um trabalho em grupo apontou que esse papel vai muito além do fato de acompanhar as construções de cisternas, que ela tem uma atuação social muito forte, se colocando na defesa das políticas publicas, no controle social e, sobretudo, ser o agente fiscalizador daquilo que de fato pertence à sociedade.
Além disso, a capacitação decorreu também sobre as dinâmicas adotadas pela Fundação Banco do Brasil com o projeto de replicação de cisternas de placas. Esses pontos foram esclarecedores de como se procederá aos trabalhos nas comunidades e com as famílias.
Ao término do evento, a coordenação das entidades reforçou as orientações importantes que deverão ser sempre observadas pela comissão municipal durante o processo de seleção de famílias. Uma vez escolhida uma comunidade, a entidade deverá atendê-la em sua totalidade, ou seja, de forma universalizada, respeitando os critérios de habilitação das famílias.
É importante que todas as famílias que constem da lista da comunidade sejam identificadas. Aquelas que não fizerem parte desta lista, mas que atendam aos critérios do Cadastro único do governo federal (CadÚnico) e que sejam identificadas para participar do projeto deverão ser orientadas e encaminhadas para que realizem o seu cadastro no CadÚnico. Após a efetivação do cadastro, a família estará habilitada para participar do projeto e receber a cisterna.
Caso não seja identificada, nas comunidades selecionadas, a quantidade de famílias que possibilite o cumprimento da meta, a entidade, juntamente com a comissão municipal, deverá selecionar novas comunidades constantes da lista para dar continuidade ao trabalho.